O governo Trump se manifestou oficialmente na noite desta segunda-feira (4) contra a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que impôs prisão domiciliar e novas restrições ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Em publicação feita no perfil oficial do Bureau of Western Hemisphere Affairs, órgão vinculado ao Departamento de Estado sob a gestão trumpista, o juiz Moraes foi classificado como um “violador de direitos humanos sancionado pelos EUA”.
No comunicado, os Estados Unidos acusam Moraes de usar as instituições brasileiras para “silenciar a oposição e ameaçar a democracia”, ao impor restrições que limitam a capacidade de Bolsonaro de se defender publicamente. O texto é direto: “Deixem Bolsonaro falar!”.
A nota ainda traz um alerta contundente: todos os que colaborarem com a execução da ordem judicial, incluindo autoridades, agentes públicos e apoiadores da medida, poderão ser responsabilizados internacionalmente por cumplicidade com conduta sancionada.
A declaração do órgão oficial da diplomacia americana ocorre poucas horas após Moraes determinar que Bolsonaro fosse colocado em regime de prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica, proibido de usar celular, receber visitas não autorizadas e se comunicar publicamente, sob alegação de descumprimento de medidas cautelares no inquérito da tentativa de golpe de 2022.
A postagem no X (antigo Twitter) rapidamente viralizou, ultrapassando 1 milhão de visualizações em menos de uma hora e gerando reações imediatas em todo o espectro político.








