Com 113 mm de chuva em 48h, Campo Grande registra 69% do volume esperado para novembro

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Cerca de 48h de chuva causaram estragos em vários bairros de Campo Grande. Ao todo, foram 113 milímetros de água registrados no pluviômetro do Cemaden (Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais), na Vila Santa Luzia. O volume alcança 69% do que era esperado para o mês inteiro de novembro.

O meteorologista do Cemtec (Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima), Vinicius Sperling, explica que a média histórica para o mês é de 163,9 milímetros, com período de referência entre 1981 e 2010. Logo, significa que em apenas dois dias choveu mais de dois terços do total esperado para o mês inteiro.

Apesar de tempestades serem comuns na primavera, a atual estação registra uma tendência ativa de temporais. “Temos previsão de chuvas nos próximos dias. Provavelmente, vai passar da média histórica nesse mês. É uma primavera muito ativa em termos de tempestades. Por exemplo, vindo temporal no sul, como o provável tornado [registrado no Paraná] mais potente da história do país”.

Condições meteorológicas

Além disso, o especialista destaca que as chuvas são favorecidas por uma frente fria oceânica, a extremidade de um sistema frontal. Portanto, as condições meteorológicas são propícias para criar instabilidade.

“Porém, quando tem muitas nuvens, o aquecimento pode ficar mais limitado e não disparar tanta ‘convecção’, que são nuvens de chuva forte e tempestades”, explica.

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Extremidade do sistema frontal (Reprodução)

A previsão desta sexta-feira (14) indica mais chuvas. O dia será de bastante nebulosidade e poucas aberturas de sol. Segue com possibilidade de chuvas intensas e tempestades, que podem vir acompanhadas de raios e rajadas de vento.

Os modelos meteorológicos apontam acumulados significativos de precipitação, com volumes acima de 30 a 40 milímetros em 24h, com destaque para as regiões sudoeste, oeste e norte do estado de Mato Grosso do Sul.

Esse cenário está associado ao transporte de calor e umidade, além do deslocamento de cavados invertidos. A presença de uma frente fria oceânica também contribui para a intensificação das instabilidades sobre Mato Grosso do Sul.

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